The Feuerle Collection

Os Bunkers estão na moda por aqui. E a novidade agora é a The Feuerle Collection.

Desiré Feuerle, um dos maiores colecionadores de arte da Alemanha, escolheu um bunker (abrigo anti-aéreo) de telecomunicações da Segunda Guerra Mundial para abrigar a sua coleção de esculturas Khmer, do sudeste asiático, em pedra, bronze e madeira, que datam dos séculos VII-XIII, junto com móveis da China Imperial da dynastia Qing de 200 AC até o século XVIII. Nas paredes, ele expôs fotos contemporâneas que fazem um bom contraste com as peças antigas.

Foto do visitBerlin.de (http://www.visitberlin.de/de/ort/the-feuerle-collection)

O bunker funciona como um museu há 1 ano, desde maio de 2016.

O arquiteto britânico John Pawson transformou o bunker de cerca de 6.500m2 num espaço amplo, apropriado para a exibição, mantendo as características originais. Algumas paredes foram substituídas por vidro e se pode observar a imensidão do espaço. Entre uma estátua e outra, os visitantes acabam parando para analisar o bunker. A iluminação nos direciona para as estátuas, mas em torno, as paredes e pilastras grossas de concreto armado, parece nos atrair, nos remetendo aos momentos de tensão vividos alí, durante a guerra. Achei bastante interessante esse misto de emoções. A história, a arte, a sensualidade e o medo se mesclando. Tudo bastante real.

Para visitar a exposição você precisa comprar o seu tíquete antecipadamente no site da The Feuerle Collection:  http://thefeuerlecollection.org/wordpress/. Você deve escolher se quer fazer o tour em inglês ou alemão e que horário mais lhe convém.

A entrada custa €18 e é proibida para menores de 16 anos.

No tour se visita apenas dois salões.

Ao chegarmos na entrada, somos recebido por um recepcionista que nos leva aos armários onde devemos deixar nossas bolsas e câmeras. Fotos não são permitidas.

Esperamos então, junto com outros visitantes na recepção, o início do tour. Não há assentos. Todos aguardam em pé.

Na hora marcada , um guia nos dá as boas-vinda, nos explica que vamos ver peças da Ásia e China antigas e nos leva até uma sala escura, onde ouvimos uma música por cerca de 1 minuto. “Uma forma de relaxarmos e entrarmos no clima”, diz ele.

Em seguida, somos levados até o primeiro salão, onde permanecemos por 20 minutos admirando as obras de forma livre.

Depois disso, o guia nos chama e seguimos para o segundo salão por mais 20 minutos.

E então ele avisa que o tour terminou e nos conduz à saída.

Achei as peças antigas interessantes, as fotos impactantes e o arquitetura do bunker impressionante, mas o tour deixou muito a desejar.

O guia, apesar de simpático e educado falava muito baixo e muito rápido. Ele não nos deu informações mais detalhadas sobre as peças e, como lá não tem nada escrito e nem recebemos nenhum folheto, saí de lá sem saber exatamente o que vi.

Na saída, resolvi perguntar ao guia se havia algum folheto, enfim, como eu poderia saber mais a respeito. Ele me respondeu apenas que as esculturas eram do Camboja e China, e me um cartão com um endereço de e-mail para qual devo escrever para obter as respostas às minhas perguntas.

Até agora não consegui descobri de quem são as fotos expostas lá.

Não me senti confortável com isso. Gostaria de obter informações sobre o que estou vendo no momento. Não acho boa a ideia de ter que escrever para perguntar o nome do fotógrafo, etc.

Desculpe, mas achei um custo-benefício ruim para o visitante. 

Portanto, se você mora em Berlim ou já veio aqui várias vêzes e conhece outros bunkers, coleções de arte, etc, e tem curiosidade em conhecer essa coleção, vale a pena a visita. É sempre interessante, claro.

Mas se você está vindo pela primeria ou segunda vez a Berlim, não tem muito tempo livre, e nunca visitou algo assim, eu sugiro o seguinte:

Seja qual for o seu interesse, não deixe de visitar um bunker. É uma experiência sempre muito rica!

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