Jüdisches Museum Berlin / Museu Judaico de Berlim

Jüdisches Museum Berlin / Museu Judaico de Berlim

O Museu Judaico de Berlim é um dos maiores museus judaicos do mundo e um dos mais visitados de Berlim. Além de contar mais de 1.700 anos da história judaico-alemã, ele atrai muitos visitantes pelas suas formas arrojadas.  O novo edifício, todo de titânio e zinco, inspirado numa Estrela de David deformada, foi construído em forma de zigue-zague.

Foto: Museumsportal Berlim: https://www.museumsportal-berlin.de/de/museen/judisches-museum-berlin/.

O Museu Judaico está instalado em dois prédios que se conectam por uma passagem subterrânea.

O primeiro prédio é um antigo edifício barroco, onde funcionava o Tribunal de Justiça de Berlim. Ele é a entrada do museu e nele se encontram a bilheteria, uma loja de souvenirs, armários guarda-volumes, uma biblioteca, um arquivo e uma sala para eventos.

Essa foto mostra o contraste entre os dois prédios onde funciona o Museu Judaico de Berlim.

O segundo prédio, de 15.000m2 e estilo desconstrutivista , foi inaugurado em 2007 e contrasta do primeiro pela sua forma moderna e arrojada. Ele foi projetado pelo arquiteto Daniel Libeskind, um dos mais renomados arquitetos do mundo, filho de sobreviventes do Holocausto, nascido na Polônia e que se naturalizou americano em 1965. Sua arquitetura se caracteriza por formas arrojadas com ângulos agudos, linhas picadas que se intersectam e vazios. O Museu Judaico de Berlim não é diferente. Suas formas tem um design radical que lembra um raio.

Imã de geladeira com a logo do Museu Judaico de Berlim que lembra um raio.

Libeskind chamou seu projeto de “Between the lines” ou “Entrelinhas”.

São basicamente três linhas retas principais, ou três eixos, que representam as experiências dos judeus na Alemanha:

  • “Eixo do Exílio”,
  • “Eixo do Holocausto”
  • “Eixo da Continuidade”

Nas interseções dessas linhas/eixos estão os “voids” , que podem ser traduzidos como vácuo/vazio. Esses vazios representam o vazio deixado pela destruição da vida dos judeus na Alemanha que não pode ser preenchido.

Mapa do Museu

Seguindo pelo primeiro corredor, você estará no primeiro eixo, o “Eixo do Exílio”. Nas paredes desse corredor estão escritos os nomes de cidades que acolheram os cerca de 280.000 exilados judeus que fugirem da Alemanha nazista.

“Eixo do Exílio”

No final desse corredor existe o “Jardim do Exílio” com 49 oliveiras plantadas em colunas de cimento bem altas que simbolizam a esperança. 48 deals foram plantadas com terra de Berlim e uma com terra vinda de Jerusalém. O jardim tenta passar a ideia de desorientação que os exilados sentiram ao chegar em novas terras.

Jardim do Exílio

O segundo eixo é o “Eixo do Holocausto”. Agora, se vê os nomes dos campos de extermínio escritos nas paredes e objetos e histórias de pessoas e famílias que foram enviadas para campos de concentração.

Eixo do Holocausto

Ao final do corredor o visitante chega ao primeiro void: o Vazio ou a Torre do Holocausto. É uma enorme sala fria e escura, iluminada apenas por uma pequena fresta de luz.

Vazio do Holocausto

O terceiro eixo se chama “Eixo da Continuidade”. Esse é o mais longo dos eixos. Parte dele é uma escadaria íngreme com vigas de concreto que se cruzam no alto.

“Eixo da Continuidade”

Seguindo pelo “Eixo da Continuidade” o visitante chegará ao segundo void chamado o “Vazio da Lembrança”. Esse vazio é acessível aos visitantes. Nele se encontram 10 mil rostos, feitos de ferro e espalhados no chão. Pode se caminhar sobre eles e a cada passo, o atrito do ferro contra ferro provoca um som estridente que lembra gritos. Esse trabalho foi desenvolvido pelo artista israelense Menashe Kadishman, se chama “Shalechet” ou “Folhas Caídas” e é realmente muito marcante.

“Vazio da Lembrança”
“Shalechet”

O “Eixo da Continuidade” é também o caminho que leva o visitante às exposições nos andares superiores. Este eixo simboliza a continuação da história, o caminho que vai além dos outros eixos. E todo o caminho é sempre marcado por linhas que cortam o concreto e se cruzam.

Corredores do museu

O Museu conta ainda com um café/restaurante chamado Café Schmus (https://www.koflerkompanie.com/en/restaurants/cafe-schmus/). Apesar de ficar na parte de trás do prédio barroco, ele segue a linha arrojada da parte moderna e é aberto para o publico em geral, mesmo para aqueles que não estão visitando o museu. Apesar de não ser kosher, o restaurante não serve carne de porco nem crustáceos, mas tem deliciosas saladas, sopas e também pães e bolos.

Café Schmus

O restaurante tem também uma parte externa com jardim e os clientes podem sentar fora nos dias mais quentes.

Por tudo isso, eu considero o Museu Judaico de Berlim uma das mais interessantes atrações de Berlim e super recomendo. Faça uma visita e depois me escreva contando a sua experiência.

Para maiores informações referentes ao horário de funcionamento, localização e os preços do museu, sugiro que visitem o website do museu: https://www.jmberlin.de/en/planning-your-visit

Os comentários estão desativados.

Facebook
Facebook
Google+
Twitter
Visit Us
Instagram