Campo de concentração de Sachsenhausen

berlim-vip-sachsenhausen00Sachsenhausen

Sachsenhausen foi considerado um dos três maiores campos de concentração do regime nazista na Alemanha. Ele fica a 35km de Berlim, na cidade de Oranienburgo e esteve ativo de junho de 1936 a abril 1945. Durante esse período, aproximadamente 200.000 pessoas foram detidas lá, sendo que a metade delas morreu devido a doenças, desnutrição ou como resultado de experimentação médica.

Informações importantes sobre Sachsenhausen.

  • Na entrada do campo tem um portão de ferro com a inscrição: Arbeit Macht Frei (“o trabalho liberta”); uma ironia pois na verdade, eles só obtinham a liberdade através da morte.
  • Considerado o primeiro campo de concentração, Sachsenhausen foi projetado por arquitetos da SS para ser um campo modelo, logo após Heinrich Himmler assumir o cargo de Chefe da Polícia Alemã em 1936.
  • O campo tinha uma forma triangular e da Torre de Comando A, na entrada, se tinha total controle sobre todo o campo. Diferente de outros campos e prisões, Sachsenhausen era um macabro modelo de modernidade, organização e funcionalidade.
  • Sachsenhausen transformou-se um centro de aprendizado para os oficiais da SS. Esse era o melhor lugar para um oficial começar sua carreira militar. Tanto que dentre os quinze oficiais que passaram por lá, nove foram promovidos chefes de outros campos de concentração.
  • No início, o campo de Sachsenhausen recebeu principalmente prisioneiros políticos, mas depois do episódio da Noite dos Cristais, em 1938, os judeus começaram a ser capturados em massa e milhares deles foram levados para lá. A partir de 1940, milhares de poloneses e militares soviéticos também foram presos no campo.
  • Todos os prisioneiros eram obrigados a usar triângulos coloridos nas suas roupas para facilitar a sua identificação. Cada cor definia um tipo de prisioneiro. Os judeus usavam triângulos amarelos, os vermelhos eram para os dissidentes políticos, os cor-de-rosa eram usados pelos homossexuais e os roxos pelos religiosos.
  • Cada barracão deveria alojar 140 pessoas. Porém, nos barracões 37, 38 e 39, onde ficavam os judeus, 400 pessoas viviam aglomeradas em condições sub-humanas tendo que usar um banheiro coletivo com apenas 07 vasos sanitários. Eles tinham 45 minutos de manhã para usarem o banheiro, se lavar, se vestir, comer e se apresentar para a chamada geral.
  • No campo há também uma pista onde os prisioneiros testavam as botas que seriam usadas pelos soldados alemães. Eles andavam e corriam de 25km a 40km por dia, muitas vezes usando botas dois números menores do que seus pés. Se caíssem, eram  muitas vezes fuzilados.
  • Na Estação Z ficavam as câmaras de gás e de fuzilamento. O nome foi dado como um brincadeira mórbida: a entrada dos prisioneiros era pela Torre A e a saída pela Estação Z. Ou seja, ninguém deveria sair dali com vida. Os prisioneiros levados para a estação Z achavam que iam a uma consulta médica, mas, na verdade era ali que eles seriam executados. Lá, as paredes tinham camadas duplas que abafava o som dos gritos e tiros e além disso, uma música era mantida constantemente em volume alto em todo o campo de concentração.
  • Cerca de 12 mil prisioneiros de guerra soviéticos foram fuzilados em Sachsenhausen. Dentre eles, estava o filho de Stalin, que ficou cinco anos preso na Alemanha. Hitler queria que um de seus oficiais, capturado pelos russos, fosse libertado em troca do rapaz. Stalin, disse que seu filho não valia tanto quanto o oficial alemão; e assim ele foi executado com o consentimento do líder soviético, seu pai.
  • A maior falsificação de dinheiro da história aconteceu também dentro de Sachsenhausen. Uma equipe de 142 prisioneiros formada por gráficos, desenhistas, fotógrafos, banqueiros e outros especialistas, utilizando a melhor tecnologia disponível e sob comando de Friedrich Herzog da SS e Salomon, um falsário genial, produziu no campo de concentração notas absolutamente perfeitas, do tecido à impressão. Foram produzidas 132 milhões de libras esterlinas, um volume quatro vezes maior que todas as reservas cambiais inglesas.
  • O relógio que encontra-se no topo da torre de controle da entrada do campo, marca exatamente onze horas e cinco minutos, do dia 22 de abril de 1945, quando teve início a “marcha da morte”. Mais de 30.000 prisioneiros desnutridos e precariamente vestidos, foram divididos em grupos de 500 e obrigados a seguir caminhando para o norte da Alemanha, por três dias sem parar, sem comer e sem rumo. Os que não conseguiam acompanhar o grupo e caíam, iam sendo executados pelos oficias da SS a sangue frio pelo caminho. Ao encontraram os exércitos americano e vermelho, restavam cerca de 16.000 prisioneiros.
  • A partir de agosto de 1945, o ex-campo de concentração de Sachsenhausen passou para o comando dos soviéticos e o acampamento recebeu cerca de 60 mil prisioneiros. Assim como os alemães, os soviéticos também executaram e jogaram em valas comunitárias muitas das pessoas que passaram por lá. Entre 1945 e 1950, quando o campo foi fechado, ali morreram pelo menos mais 12.000 pessoas.

Sachsenhausen é um lugar que guarda terríveis lembranças e muitas pessoas questionam porque visitar tal lugar. Eu diria que Sachsenhausen é história viva, um lugar para se refletir sobre a natureza humana e os reais valores da vida.

A partir de 2015, Berlim Visitas Personalizadas estará oferecendo esse tour. Entre em contato!

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